Confiteor

pretérito passado e presente mais que imperfeito

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Nome: Teruska
Local: Belo Horizonte, Mins gerais, Brazil

Um pouco de mim sobre tudo.

Sábado, Abril 15, 2006

Pois é...


Pensei, pensei, pensei, - coisa que me deu um cansaço danado – e, quase sem forças, vim aqui me justificar ou tentar. Não liguem para os prováveis deslizes gramaticais já que o fato de pensar me deixa quase sempre com uma fragilidade mental - e física, diga-se de passagem- que mereço bem uns três dias de férias. Dizem que isto é comum em mim. Os dois: o fato de merecer férias, e a fragilidade mental. Sei não. Fato é que pensei e, o que é pior ainda, concluí: foda-se. Queria escrever isto com caixa alta e grifado. Achei redundante. Todo sábio, no fundo e na superfície, poderia sintetizar sua tese filosófica num amplo e sonoro foda-se. Sujeitos mentalmente saudáveis vivem dizendo foda-se. O que não é nem de longe a mesma coisa que é foda. É foda quer dizer: tô de saco cheio, o que não próprio de sábios. Sábios não ficam de saco cheio, todo mundo sabe disso. Esse spalavreado todo é só para dizer que estou numa fase existencial onde meu único e definitivo discurso filosófico é foda-se. E alcancei o Nirvana, meus caros. Chova ou faça sol, “debaixo do sol ou da lua serei eu mesma".
Parei de escrever porque me sentia inadequada e sem saber muito bem porque escrevia. Falar de mim mesma me parecia, antes de tudo, mal educado. Descrever aqui minhas pequenas e frágeis angústias, sem talento e sem técnica, me pareceu idiota. Há quem ainda assim pense. Pois sim. Pouco se me dá. O que quer dizer: foda-se. Blog é ferramenta de comunicação. Sem ele eu não teria conhecido o César, a Ginikinha, a Meg, a Magaly, a Tereza, As Terezas, a Teca, o Bion, o Pedro aprendiz, a Fadinha, a Adelaide, a Mônica , a Gi, a Leila e tanta, tanta gente que me fez companhia nesses anos duros de guerra. Abro as portas da minha casa e, se entram por curiosidade, ficam os que querem e por afinidade. São amigos sim. E têm todos os direitos que os amigos têm. Escancaro as portas. Se meu desejo for escrever um livro, farei isso no meu PC. Escrevo aqui bem ou mal, o que quero e do jeito que sei. Não vou cumprir as regras, sejam elas quais forem, se não estiverem de acordo com a minha natureza. Que natureza? E eu sei? Vou postar fotinhas, escrever poemas, colocar toalhinhas de crochê e violetas na janela. É assim que um blog é. E por falar nisso, Feliz Páscoa procês!:)))

Quarta-feira, Abril 12, 2006

Para uma amiga


A morte é terna, amiga. É sopro que alivia a dor eterna. Dói em ti, mas não dói nele. Isso não te alivia? Limpa a tua alma da dor, como quem lava um chão de muito tempo. Perfuma os cantos da sala com a saudade que é mansa e que é boa, fecha o livro neste capítulo que a todos perturba - mais por hábito que por verdade - chora por ti, mas não por ele. Tanta vida, tanta vida! Não há sofrimento sem matéria que a suporte. Não há dor na morte, senão a que a tua própria opinião força. A agonia é da vida – bem sabes disso – e não da morte. A morte é doce, amiga, como um final de peça, como o cair do pano, como o fechar da porta. É depor as armas, é o final da luta, é o tratado de paz.
A razão diz, mas o coração teima. Que seja. Não cedas ao canto de sereia
da saudade. Deixa que a dor por si só se iluda e, se sentires a tentação do luto, lembra-te: ele hasteou a bandeira branca, enfim.

Terça-feira, Abril 11, 2006

Anoitecer (fotinha de cel)


Quanto mais mortal me descubro, menos me importa a eternidade. Menos me preocupo. Menos me consumo. Menos me entristeço. Menos me levo à sério. Mais me torno, se não livre, quase invulnerável.