Confiteor

pretérito passado e presente mais que imperfeito

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Nome: Teruska
Local: Belo Horizonte, Mins gerais, Brazil

Um pouco de mim sobre tudo.

Quinta-feira, Setembro 29, 2005

O VELHO DO FAROL

...”em termos de "debate político" a maioria da direita internética é uma negação, pelo simples fato de que eles não fazem debate político. Como consideram que 99% da humanidade é constituída de néscios, e que qualquer pessoa que divirja deles é um idiota ou um mentiroso, sabem que suas idéias malucas a respeito de Estado mínimo nunca serão aplicadas, nem aqui nem em lugar nenhum. Então a melhor saída é fazer gozação de tudo, considerar o Brasil um país 100% ridículo, deplorar por não terem vivido em outra época, etc. Eu pergunto: qual é a utilidade de polemizar com essas caras? Nenhuma. Eles não têm absolutamente nada a dizer para ninguém, a não ser a eles mesmos.”(Marcos Pessoa)

Quarta-feira, Setembro 28, 2005

Pena: "castigo, punição, sofrimento, padecimento"...(Aurélio)

Aprendi, no meu curso de Direito, que a pena não é vingança. A pena é para reajustar o indivíduo à sociedade. Não tem certamente a intenção de punir, embora já naquele tempo em que meus neurônios ainda funcionavam de uma maneira mais regular, eu não entendesse direito a questão de nomenclatura. Porque então “pena”? Penalidade e punição são a mesma coisa? Sei não, mas de fato, a pena prevista no Código Penal é reconstrutiva e não punitiva. É claro que todo mundo está certo de que isto é teoria, mas às vezes ainda acredito que a teoria é só uma definição da prática. Não neste caso, óbvio. Mas devia ser. Portanto, porque manter preso o Maluf e o Malufinho? Porque condenar o Toninho da Barcelona a 25 anos de reclusão? Como ele mesmo disse, “a mesma pena que teve o assassino de Tim Lopes"”! Há semelhança entre os dois crimes ou entre os dois criminosos? Isto é justiça? No mesmo caso coloque o Juiz Lalau. Em que a pena de reclusão vai restabelecer ou restaurar esees homens para a vida em comunidade? Isto não é justiça, é vingança. Se todo o dinheiro que eles roubaram, fosse devolvido à sociedade em forma de benefícios que ao menos aplacasse a miséria que eles ajudaram a criar, se a eles fosse dado não a prisão, mas a liberdade sem dinheiro, isso sim, seria de bom senso. Não vejo onde a prisão desses homens possa, de alguma forma, minimizar as conseqüências do que fizeram. Manter preso um assassino psicopata, não é justo, mas é necessário. Nem afinal é de justiça que tento falar, é de bom senso.

Existe um desejo coletivo de vingança e não de justiça. A alegria com que determinadas pessoas falam da prisão desses homens, a santa indulgência com que vêem o sofrimento “justo” desses criminosos, o quase prazer com que falam das algemas colocadas nos pulsos desses homens “desprezíveis”, lembram os circos romanos. Não há quem hoje não se sinta horrorizado diante daquelas atrocidades. Para os romanos era justo. Quem estava na arena não era inocente. Havia prazer na platéia. Nada mudou, afinal. O dilaceramento físico ou social de um criminoso não é justiça e nem os redime do mal que causaram. O sentimento de alma lavada desta sociedade 'vítima', é um sinal claro e certo de que o ser humano é um animal cruel. Tanto mais cruel quanto maior for a sua lista de princípios morais.

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apideite: Cruzes, Gi! Será Alzeimer???:))

Sábado, Setembro 24, 2005

Meninos...

Meninos cruéis têm mães doces, meigas e infinitamente pacientes. Enquanto eles torcem a cachorrinha como roupa molhada, elas falam do último corte de cabelo. Com um olho eu sigo o pestinha com o outro presto atenção na mãe, até tento sorrir. Um frio me sobe pela espinha. Um espreme o gato atrás da porta, o outro se esgoela porque a mãe, num instante de bom senso, não permite que ele suba no teclado do computador. No meio da gritaria ela continua conversando como se o mundo fosse uma igreja vazia. Eu sinto que a minha testa está franzida e que a minha voz vai aumentando de volume. Vai passar, vai passar, penso, buscando a minha parte zen que ameaça bater em retirada.
-Toma! Brinca com o mouse! - Esta sou eu em desespero, tentando acalmar o pequeno delinqüente. Não me venham com esta história de inocente, aquilo é um meliante em miniatura, um demônio da Tanzânia, uma peste que assola a minha casa cada vez que entra pela porta. Um Bin Laden em rascunho!
-Chegou! Chegou a redenção de Herodes!
-Ái, meu Deus! Esconde os gatos, os cachorros!
-Enfia tudo no guarda roupa e guarda a chave!
Quando, enfim, eles ameaçam ir embora, envergonhada eu vejo que já abri a porta cheia de sorrisos, quase empurrando carinhosamente os dois desastres porta afora.
Os gatos desapareceram, os cães encolhidos, com olhos estatelados me olham com horror. Apalpo um e outro para ver se as costelas ainda estão no lugar.
Pego o mouse no quintal, jogo fora três maçãs mordidas, escorrego numa casca de banana, me estatelo no chão, feliz enfim! A felicidade, às vezes, é o avesso.

Quinta-feira, Setembro 22, 2005

Monalisa


Me apaixonei à primeira vista. Entretanto, a nossa convivência não tem sido fácil. Acostumada com a Penélope, independente, silenciosa, calma, quase como se não existisse, era fácil ama-la. Mona tem outro temperamento. Melosa, agitada, medrosa, e muito, muito dependente. Estamos nos conhecendo, nos espreitando, não do meu jeito, um pouco de longe, mas do dela, bem grudada. Ela não me deixa só. E ainda não sei se isto é bom. Não tenho certeza de que ela me amará. Talvez me suporte, como os cães sabem.

Terça-feira, Setembro 20, 2005

AS DUAS DE MIM

Envelheci. Definitivamente. Não existe mais solução. Não me reconheço. Tive intimidade com todas as faces da minha história. Esta é estranha como uma velha que mora ao lado. Me espanto com o que eu não posso mais fazer. Me apavora tudo o que eu não devo. Assisto a vida, a minha própria vida e a dos que estão mais ou menos perto como quem assiste a uma peça da qual não faz parte. Não da platéia, mas da coxia. Sem voz, sem acertos ou desacertos. Sem achar bom nem mau. Apenas e indiscutivelmente sem paciência. Como se tudo fosse mais ou menos igual, menos eu que não me reconheço. Por fora, sou só um rascunho que não foi passado a limpo. Por dentro, bem dentro da minha cabeça, a que foi e a que não é mais se misturam odiosamente. Quero andar de bicicleta na rua ao lado e a outra me puxa para debaixo dos lençóis. Quero sentar no meio fio sem compromisso e a outra me passa uma descompostura. Quero pintar os cabelos de vermelho e a outra ri de mim no espelho. Eu não sei ser velha, meu Deus, como é difícil ser velha! Se bastasse, eu deixaria meus cabelos perderem a cor devagarinho, me sentaria numa cadeira confortável e leria Machado com prazer pelo resto da vida. Não basta. Enquanto a velha Lê Machado, a outra de mim que não esquece, olha pela janela, pula o muro e sai pelas ruas com uma flor amarela nos cabelos.

Domingo, Setembro 18, 2005

Erro...

Há um erro neste template. Ainda não sei porque os caracteres substituem os acentos e cedilhas. Por favor,me digam se estão vendo este post sem esta esculhambação. E se os posts anteriores estão bagunçados. Pliise!
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upideite:Olá. Estou testando esta coisa. Vamuvê se vai dar certo. Tenho que escrever alguma coisa com ç. Pronto.

OHHH!

Mas será o binidito?!!

Sábado, Setembro 17, 2005

teste

Vou colocar outro template provisório, até arrumar este aqui. Sorry!

Sua excelência

Vi, algumas vezes, sua excelência, o presidente da mesa, pedir respeito ao plenário. Respeito quer dizer colocar o prenome 'excelência' antes de qualquer afirmação ou xingamento: _Data vênia, sua excelência não passa de um verme mentiroso formador de quadrilha! _ Sua excelência me respeite! _ Sua magnificência não merece respeito! _ Vou processar sua excelência por calúnia! _ Faça isto! O digní­ssimo vai ser um verme mentiroso transitado em julgado. Oh, God!

Teste

Engraçado...andei fuçando na internet para saber a causa dessa reclamação posterior - nem precisa ler para saber do que se trata:)-alguém disse que se mudasse a codificação do blog para Western Windows 1225, poderia funcionar. Funcionou, mas não para os posts da home. Isto aqui é só um teste. Vejamos.
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Funcionou! Pelo menos daqui eu vejo tudo certinho, exceto os post anteriores. Vocês também?...

Quinta-feira, Setembro 15, 2005

Consegui! Mais ou menos...

O dia todo tentado mudar o template. Consegui assim, assim. Não sei onde foi que errei para causar estes caracteres estranhos. Você tem alguma idéia de como posso arrumar isto? Brigadim!
PIOR AINDA!! SUMIU TODO O RESTO! CUMEQUIFAÇO?! Pliiise! Relpi-me!
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upideite: foi só fechar as tags...ô anta!
outro upideite: foi não! Continua tudo do mesmo jeito! �i que ódio!