Meninos e meninas:
Estou arrumando a casa nova...ainda não consegui importar meus posts do blogspot para o Movable, porque o treco não salva no meu computador de jeito nenhum. Mas eu chego lá! Dêem uma olhada, pliise!
PS: Se alguém quiser se habilitar no Movable, emeil-me.
Confiteor
pretérito passado e presente mais que imperfeito
Quem sou eu
Um pouco de mim sobre tudo.
Sexta-feira, Outubro 22, 2004
Sábado, Outubro 16, 2004
FILOSOFIA DE BOTEQUIM (by J. Stapafúrdio Soares, presidente e único membro da ABEI - Associação Brasileira de Estórias Infundadas). Não sei se já postei isto aqui, enfim...sorry.
Buda estava sozinho no Bar Bante meditando no regime que pretendia começar na segunda feira. Estava muito gordo, colesterol nos picos, pressão alta, apesar de nunca ter comido outra coisa senão mel e sementes. Talvez estivesse exagerando nas sementes.
- Vou comer só seis por dia, meditou.
Seus pés formigavam, que aquela postura de lótus era até interessante, mas o tempo todo torrava a paciência. Estava claro ainda, mas da porta do bar surgiu uma luz.
- Lá vem aquele chato do Diógenes com aquela maldita lanterna - meditou Buda. Diógenes aproximou-se e vasculhou o rosto de Buda com a luz. Buda ficou momentaneamente cego mas como era o rei da paciência resmungou:
- Tentas cegar-me, ó grande filósofo?
- Diógenes, com um ar cansado, perguntou:
- Sabes onde poderei encontrar um homem, Buda?
- Já me fizestes esta mesma pergunta trezentas e cinqüenta e duas vezes. Estou prestes a duvidar da vossa masculinidade, ó delicado filósofo! Afastai-vos um pouco...não consigo ver o garçon.
- Não seria eu a dizer isto? - Perguntou Diógenes meio confuso.
- Não, meu caro. O que dirÃeis a Alexandre é: -“Quer se afastar um pouco? Estás me tirando a luz do Solâ€�.
Platão estava de costas, no balcão, e via nas paredes as sombras provocadas pela lanterna de Diógenes e pensou consigo mesmo, que Platão era muito dado à idéias solitárias:
-Eu sei que essas sombras não são a realidade, mas enfrentar aqueles dois é dose pra elefante!
- É verdade que existe um negócio chamado de Saúde Pública, ó grande Buda?- Perguntou um sujeito que tomava cachaça e comia torresmo.
- Porque é que todo mundo tem mania de me fazer perguntas cretinas? - Meditou Buda, mas pronto a responder, como de costume:
- O que entendes por Saúde pública, ó pequeno imbecil? - perguntou docemente.
- Bem...er...é aquele negócio do Estado cuidar da saúde do povo, gordo mestre!
-E o povo tem saúde, ó Ãnfimo?
- Não, ó dulcÃssimo mestre! Mas a culpa não é do governo. A culpa é do próprio povo que vive tomando essa cachaça horrÃvel, não come direito, toma água sem tratamento, e insiste em viver de maneira indigna e vil.
- Como pode então o Estado cuidar do que não existe, ó pequeno asno? - Buda estava pretendendo se candidatar a deputado federal e estava tentando se aclimatar.
- Estás com isto dizendo que não existe saúde pública, ó grande e gordo mestre?
- Tu o dissestes. - Plagiou Buda já com asco do sujeito que por duas vezes lhe chamara de gordo.
- Êpa!- Saltou Diógenes - Não teria sido outro a dizer estas palavras?
- Já vem esse chato com a sua memória histórica! - meditou Buda- Que estorvo!
Diógenes voltou o jato de luz para o rosto do sujeito que argüia o mestre. A luz foi minguando, minguando até se apagar.
- É a segunda pilha de hoje! - Berrou o filósofo - Onde vou parar se tiver que comprar duas pilhas por dia?
-Não importam as pilhas, ó filósofo, mas o caminho que tomas para o super mercado.- Meditou Buda em voz alta ( se isso é possÃvel).
- Já tentou as Amarelinhas? - Perguntou o sujeito que tomava a quarta cachaça. Diógenes deitou a cabeça sobre a mesa e chorou desesperadamente por ter perdido tanto tempo e tantas pilhas. E não encontrara um só Homem! Buda passou um rabo de olho para o inconsolável filósofo e meditou:
- Sei não.... -Platão continuava olhando para as sombras na parede:
- Esse aà nunca me enganou!
- O sujeito que tomava a quinta cachaça olhou para a porta e exclamou:
- Hiiii! Olha quem tá chegando! O Heráclito!- Ninguém deu muita importância. Podia ser uma ilusão sensorial. Afinal, o sujeito já estava bêbado.
Terça-feira, Outubro 12, 2004
PORQUE SIM
Um dia, ele me perguntou o que eu queria ser se pudesse escolher. Não pensei muito.
-Uma caminhonete. – Ele riu muito. Todos os namorados acham uma graça danada nas namoradas, não sei porquê.
-Não podia ser um Iate? Um Jumbo? Tem que ser uma caminhonete?
-Não uma caminhonete qualquer. Uma Studbacker.
Silenciamos. Ele possivelmente pensando na prova de Biologia do dia seguinte, sem ousar fazer a pergunta que me irritava, aquela pergunta idiota que as pessoas fazem quando não têm nada mais para falar. Eu me preparando silenciosamente, com a resposta pronta, como uma agulha de injeção, aquela gotinha na ponta, trágica. Poderia ficar assim por dias inteiros, enquanto ele não me fizesse a tal pergunta. Como eu era cruel nos meus 17 anos! Enfim, ele não suportou:
-Porquê?
E eu sem tirar os olhos daquele ponto além de tudo, onde não havia nada:
-Porque sim.
-Era o que eu temia...
Segunda-feira, Outubro 11, 2004
NEM OS SPAMs ME DEIXARAM!
Quando abri o micro a primeira vez depois do apocalipse, minha caixa de correio baixou 398 e-mails. Uma quantia razoável se se levar em conta os cento e tantos spams diários que recebia antes do fim. Creditei este parco número de mensagens á minha sábia e astuta decisão de deletar, mandar pro saco, transformar em pó de traque o endereço de e-mail do Fricotes. Dos 398, cinco ou seis eram mensagens dirigidas a minha pessoa e não ao meu potencial impulso compulsivo comprador que, diga-se a bom tempo, anda meio adormecido por falta deci$ao.
O que me estranha de lá pra cá, é o Ãnfimo número de spams que recebo. Para ser decididamente honesta hoje não recebi nenhum! Estou em pânico. O que foi que eu fiz? Não coloquei nenhum filtro, não fiz nada para impedir a invasão demonÃaca dos spamers, nem sequer respondi com ma - educação ou grosseria a nenhum deles, que não sou besta. Me desprezam com a maior categoria, como se eu não fosse ninguém! Como é que eu faço agora? Como vou manifestar a minha angústia existencial e o mau humor que ela provoca sem um monte de spams para deletar? A fúria com que baixava o dedo na tecla del era purificadora. Saco.
Domingo, Outubro 10, 2004
CLOTILDE & MATILDE - Faltou alguma coisa
Ainda estava me recuperando dos intermináveis dias pré-eleições e seus programas eleitoreiros gratuitos, quando Clô me disse o absurdo:
- Anulei meu voto.
- Você o quê?
- Anulei meu voto.
Eu devia me prevenir e parar de tecer o pé de meia do Tio Oscar, mas não tomo vergonha na cara e, para parecer calma, continuei furiosamente o tricô.
- Mas Clô, você viu todos os programas eleitorais, leu todos os santinhos e me garantiu que esta tortura era preciso para que você se decidisse e escolhesse bem seu candidato...
- Pois então. Não consegui me decidir.
- Como não conseguiu se decidir? Faltou o quê? Não fizeram a propaganda direitinho? Você não me obrigou a ver essas caras de fuinha todos os dias para se decidir? Como não se decidiu?
- Não precisa gritar, Matilde.
- Como não precisa gritar? Meu sacrifÃcio foi inútil?
Clotilde não despregava o olho da Maria do Carmo. Ela ficou sabendo pelo Leão, que a a senhora do destino quebraria a maior parte dos ossos da peçonhenta Nazaré e não podia se arriscar a perder o barraco. Eu já disse que Clotilde tem parte com o capeta e consegue fazer crochê sem tirar os olhos da televisão? Então.
- Tudo inútil, meu Deus! Tudo inútil!
- Então. Eles até que estavam bem apessoados, mas faltou alguma coisa. Por exemplo, o Zé da Muvuca garantiu que ia diminuir os impostos e aumentar o salário mÃnimo...
- Clotilde! Vereador não diminui impostos, nem... ai, meu Deus!
- Eu sei, Matilde. Quem não sabe é ele. Mas neste paÃs tudo pode acontecer, não pode?
- Menos isto.
- Além do mais ele tinha um corte de cabelo bem jeitoso. Mas o Preto “não vote em branco, vote no Preto�, que nem preto é, não prometeu nada e me deixou confusa.
- Como? Porque?
- Porque o corte de cabelo dele não era tão jeitoso.
- Jesus!
- Mas votei pra prefeito. Votei no João de Deus.
- Não é João de Deus. É João Leite.
- Então votei errado. Alguém me falou que ele era um homem de Deus e eu sou católica, você sabe. Se alguém é de Deus eu voto nele.
- Ele é evangélico.
- Não é católico?
- Não.
Silêncio. Eu tentando encontrar todos os pontos perdidos do meu pé de meia. Clotilde com uma cara de remorso, alisou o crochê e murmurou:
-Vou ter que me confessar.
Sábado, Outubro 09, 2004
RECADINHO
*Meu amigo, você me disse para escrever-lhe rapidamente e eu o fiz assim que ressuscitei o micro. Mas parece que o seu endereço mudou ou o meu foi bloqueado por aÃ. Não consigo enviar-lhe nenhuma mensagem!
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*Quem não tem blog e portanto não tem endereço de e-mail público, pliise, me escreva para que eu possa refazer meu catálogo, sim?
Daqui a pouco eu volto com mais bestagens. Por enquanto ainda estou em fase de arrumar a casa. Já parei de chorar. Beijos.
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PS: Antes que meu computador desse pau, isto aqui no create post do blogspot tinha umas ferramentas de composição de texto. A gente podia colorir a fonte, mudar o tamanho, essas coisas, facilmente... desapareceu! Foi só comigo ou o Blogger resolveu dificultar de novo?Ah! E tinha um previu também. Não tem mais. Portanto, se o negócio aparecer ou parecer meio estranho,a culpa é da falta de espelho desta josta.
Sexta-feira, Outubro 08, 2004
MEUS DIAS SEM ELE
Minha placa mãe morreu. Meu processador foi pro saco. Fiquei inteiros 13 dias sem computador. Sobrevivi. Como sempre acontece nestas situações, tudo se salvou exceto o que me era realmente importante. O meu catálogo de endereços e a minha lista enooorme de favoritos, tudo separadinho, contra o minha usual indisciplina, organizado.
Odeio formatar disco! É mais ou menos como você mandar pra lavanderia um vestido carÃssimo, e ele voltar limpinho e cheiroso. Tão limpinho que faltam botões, gola, bainha, e até a cor. Uma beleza! A vontade que você tem é de jogar no lixo ou ir atrás da lavanderia e arrancar as orelhas de quem fez isto. Com os dentes. Pode até ser que ele tenha guardado um dos botões, mas duvido. Ninguém sabe a importância de um botão quando ele não é seu. Ou de um endereço na internet que você campeou duramente. Ou de endereços de amigos que são só seus. Ou aquele programinha que nem você sabia mais para que serve, mas que é seu, droga!
E os olhinhos dos técnicos têm um brilho estranho quando dizem: -Vai ser preciso formatar...â€� Enquanto você bate a mão na testa e murmura oh! Meu Deus! Ele tem um risinho cÃnico e cruel.
-Tem problema não... faço becape de tudo.
E você acredita. O infeliz tem uma carinha de anjo do apocalipse, detentor de seu destino e você se entrega à fúria deletante do indivÃduo. Em meia hora tudo está perdidamente limpo. De alguma forma ele sabe onde estão seus favoritos e seu catálogo de endereços, mas nem ele consegue devolve-los para o lugar. Pede um copo d’água, consulta o relógio e diz que está atrasado. Amanhã ele volta para resolver este detalhe. Acredite se quiser. Eu, por mim, vou tocaiar o anjo nas esquinas. Por infelicidade dele, eu sei por onde ele passa.
Saco.
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Um pouco mais e repondo os três e-mails que recebi neste tempo. Vou continuar colocando ordem na casa, instalando programas e chorando quando perceber que perdi mais um arquivo.�i que ódio!

